Estágio - Supervisionado da ABMP-DF

  Formação em Psicanálise em Brasília-DF

Para Cadastramento  informe seu registro na ABMP-DF

As práticas Restaurativas com Abordagem Psicanalítica

Parceria/Convênio: Promotoria do Ministério Público da União  

 


 

Psicanálise passa no teste de eficácia para tratamento de problemas mentais

Estudo alemão reexaminou resultados freudianos nas últimas décadas.

Dados mostram grau considerável de sucesso ao longo dos anos.

Estamos em tempos de dinheiro curto para a saúde em todo o mundo, e as análises de eficiência e custo são ferramentas atuais. No campo da psiquiatria essas análises são mais difíceis de ser feitas, e muitas vezes as indicações dependiam de trabalhos observacionais.

As terapias psiquiátricas de curta duração vêm sendo privilegiadas por causa da possibilidade de controle dos custos e extensão da terapia. A psicanálise, por suas características únicas envolvendo o desenvolvimento de uma relação entre paciente e terapeutas, encontra resistências, sem trocadilhos psicanalíticos, por parte das seguradoras e órgãos reguladores da saúde. 

Um grupo de pesquisadores alemães resolveu fazer uma revisão dos trabalhos científicos já publicados sobre a eficiência da psicanálise sobre vários quadros psiquiátricos.

Foram identificados 23 trabalhos que preenchiam os critérios científicos, envolvendo mais de 1050 pacientes e publicados no período de 48 anos, desde 1960. 

A comparação dos resultados obtidos pela terapia psicanalítica em curto e médio prazo sobre os problemas psiquiátricos foi favorável à psicanálise do ponto de vista estatístico.


A pesquisa, seus resultados e um editorial sobre o assunto estão na edição de 1 de outubro da revista médica "The Journal of The American Medical Association".

 Luis Fernando Correia

 é médico e apresentador do "Saúde em Foco", 

da CBN

Fonte: Luis Fernando Correia

Especial para o G1 18/07/2010

 


Consultas Legais Sobre Psicanálise

Conselho Federal de Medicina - Processo-Consulta CFM n° 4.048/97

INTERESSADO: Diógenes Wilson de Araújo Ladeira

ASSUNTO: Atividades do psicanalista

RELATOR: Cons. Rubens dos Santos Silva

EMENTA: Psicanálise. A atividade exclusiva de psicanálise não caracteriza exercício da medicina.

A titulação médico-psicanalista não tem amparo legal, não sendo portanto permitida a sua utilização.
O consulente solicita respostas oficiais deste Egrégio Conselho Federal de Medicina acerca da atividade de psicanalista, pontuando questões das quais adianta saber as respostas, mas as deseja receber de forma oficial.
O interessado anexa informações objetivas e claras a respeito do assunto, fazendo-nos entender que domina ampla e profundamente a matéria para a qual, no entanto, solicita a nossa posição.
A parte o interesse não revelado do consulente pelo pronunciamento deste Conselho, passamos a manifestar o nosso entendimento sobre a atividade psicanalítica.

Consulta

  • A atividade de psicanalista é exclusiva de médicos ou psicólogos ? Não ou Sim e por que?

Resposta : Não. A atividade psicanalítica é independente de cursos regulares acadêmicos, sendo os seus profissionais formados pelas sociedades psicanalíticas e analistas didatas . Apesar de manter interfaces com várias profissões pela utilização de conhecimentos científicos e filosóficos comuns a diversas áreas do conhecimento, não se limita a especialidade de nenhuma delas, constituindo-se em uma atividade autônoma e independente. 

  • Existem Conselhos (Federal ou Regional) de psicanálise? Não ou Sim e por que?

Resposta: Não. Os Conselhos são autarquias federais criadas por lei, com as atribuições de supervisionar eticamente, disciplinar e julgar os atos inerentes e exclusivos das profissões liberais de formação acadêmica reconhecidas oficialmente no país; estando a atividade psicanalítica à parte desta conceituação. Não se lhe aplica a vinculação a Conselhos.

  • Um médico ou um psicólogo que também seja psicanalista está exercendo a medicina ou a psicologia ao atuar exclusivamente como um psicanalista? Não ou sim e por que?

Resposta: Não. Não sendo a psicanálise reconhecida como especialidade médica e não utilizando na sua prática atos médicos não é cabível a sua caracterização como exercício da medicina e, tampouco, pode o médico intitular-se: MÉDICO-PSICANALISTA.

Este é o parecer, S.M.J.
Brasília, 26 de novembro de 1997
RUBENS DOS SANTOS SILVA
Conselho Relator

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

04010 – Rua Domingos de Moraes, 1810
Telex: 11.30642 RALM BR
Fone: 572-6799 (PABX)
São Paulo – SP

 


 

Exmo. Sr.
Dr. Roberto Godoy
DD. Presidente do CREMESP
CONSULTA NR. 13.518/90

 

Senhor Presidente.

Atendendo a solicitação de V.As., recebemos a Consulta número  13.518/90, formulada pelo Dr. Cecílio Jorge Netto, Diretor do ERSA 21-Avaré, onde deseja um parecer do CREMESP sobre os pré-requisitos necessários para que alguém possa atuar profissionalmente como psicanalista cobrando honorários dos pacientes e da necessidade ou não de estar inscrito neste Conselho.

O Conselho Regional de Medicina tem como atribuição a observância do Código de Ética Médica pelo médico no exercício da profissão, porém, a título de esclarecimento informamos ao consulente que a “psicanálise” é uma modalidade de tratamento psicológico usada por médico ou profissional de outra área, com formação psicanalítica, portanto, não sendo atribuição específica do médico.

Este é o parecer, s.m.j.
Cons. Biagio S. Gabriel Squitino

APROVADO NA QUARTA REUNIÃO DA II CÃMARA, REALIZADA EM 12.11.90.
HOMOLOGADO NA 1418ª REUNIÃO PLENÁRIA, REALIZADA EM 03.12.90.

Conselho Regional de Psicologia SP

Carta C.º 39/00
Conselho Federal de Psicologia
Conselho Regional de Psicologia
do Estado de São Paulo
6ª Região
São Paulo, 30 de Junho de 2000.
Rua Arruda Alvim, 89, Jardim América
Cep 054100-020, São Paulo, SP
Tel: (11) 3061-9494, fax (11) 3061-0306
e-mail 
info@crpsp.org.br 
website www.crpsp.org.br

 


 

Prezado Senhor,

Em resposta a sua solicitação, informamos que:
A Psicanálise é uma modalidade de atendimento terapêutico, que é exercida por profissionais psicólogos, psiquiatras e outros que recebem formação específica das Sociedades de Psicanálise ou cursos de especialização neste sentido.
Como atividade autônoma não é profissão regulamentada. O Conselho Regional de Psicologia tem competência para fiscalizar o exercício profissional do psicólogo, incluindo-se no caso a prática da psicanálise.
Se o profissional que se diz psicanalista não é psicólogo registrado no CRP-SP não temos competência para exercer a fiscalização. Caberia no caso, investigar junto ao CRM ou mesmo junto à Sociedade de Psicanálise, qual o vínculo ou a formação do profissional referido.

Sendo o que havia para o momento, subscrevemo-nos.

 
Atenciosamente,
Comissão de Orientação.

 


 

Amparo Legal:

De acordo com o CBO(CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES) número: 2515-50 do MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO o profissional de PSICANÁLISE pode :

  • Avaliar comportamentos individual, grupal e instrumental.

TRIAR casos, entrevistar pessoas, levantar dados pertinentes, observar pessoas e situações e problemas, escolher o instrumento de avaliação, aplicar  instrumento de avaliação , sistematizar informações, elaborar diagnósticos , elaborar pareceres, laudos e perícias, responder a quesitos técnicos judiciais, devolver resultados (devolutiva).

  • Analisar, tratar indivíduos, grupos e instituições.

Propiciar espaço para acolhimento de vivências  emocionais, oferecer suporte emocional, tornar consciente e inconsciente, propiciar a criação de vínculos paciente-terapeuta, interpretar conflitos e questões, promover o desenvolvimento das relações interpessoais , promover desenvolvimento da percepção interna, mediar grupos, família e instituições para solução de conflitos, dar aula.

  • Orientar indivíduos, grupos e instituições.

Propor alternativas para solução de problemas, informar sobre o desenvolvimento do psiquismo humano, aconselhar pessoas, grupos e famílias, orientar grupos profissionais, orientar grupos específicos (pais, adolescentes, etc., assessorar instituições.)

  • Acompanhar indivíduos, grupos e instituições.

Acompanhar impactos em intervenções, acompanhar o desenvolvimento e a evolução do caso, acompanhar o desenvolvimento de profissionais sem formação e especialização acompanhar resultados de projetos, particular de audiências.

  • Educar indivíduos, grupos e instituições.

Estudar caso em grupo, apresentarem estudos de caso, ministrar aulas, supervisionar profissionais da área e de áreas afins, realizar trabalhar para desenvolvimento de competência e habilidades profissionais, formar psicanalistas, desenvolver cursos para grupos específicos, confeccionar manual educativo, desenvolvimento de aspectos cognitivos, acompanhar resultados de curas, treinamento.

  • Desenvolver pesquisas experimentais, teóricos e clínicas.

Investigar o psiquismo humano, investigar o comportamento individual e grupal e institucional, definir o problema e objetivos, pesquisar bibliografias, definir metodologia de ação, estabelecer parâmetros de pesquisas, construir instrumentos de pesquisas, coletar dados, organizar dados, copiar dados, fazer leitura de dados, integrar produtos de estudos de caso.

  • Coordenar equipes de atividade de áreas afins.

Planejar as atividades da equipe, programar atividades gerais, programar atividades da equipe, distribuir tarefas a equipe, trabalhar a dinâmica da equipe, monitorar atividades das equipes, preparar reuniões, coordenar reuniões, coordenar grupos de estudos, organizar eventos, avaliar propostas e projetos, avaliar e executar as ações.

  • Participar de atividades para consenso e divulgação profissional.

Participar de palestras, debates, entrevistas, seminários, simpósio, participar de reuniões científicas (Congressos, etc.), publicar artigos, ensaios de livros científicos, participar de comissões técnicas, participar de conselhos municipais, estaduais e federais, participar de entidades de classe, participar de evento junto aos meios de comunicação, divulgar práticas do psicólogo e do psicanalista, fornecer subsídios ás estratégicas organizacionais, fornecer subsídios á formação de políticas organizacionais, buscar parceiras, ética e organizacional.

  • Realizar tarefas administrativas

Redigir pareceres, redigir relatório, agenciar atendimentos, receber pessoas, organizar prontuários, criar cadastros, redigir ofícios, memorandos e despachos, compor reuniões administrativas técnicas, fazer levantamento estático, comprar material técnico, prestar contas.

  • Demonstrar competências pessoais

Manter sigilo, cultivar a ética, demonstrar ciência sobre o código de ética profissional, demonstrar ciência sobre a legislação pertinente, demonstrar bom senso, respeitar os limites de atuação, demonstrar continência (acolhedor), demonstrar interesse pela pessoa, ser humano, ouvir ativamente ( saber ouvir), manter atualizado contornar situações adversas, respeitar valores e crenças dos clientes, demonstrar capacidade de observação, demonstrar habilidade de questionar, amar a verdade,  demonstrar autonomia de pensamento, demonstrar espírito crítico, respeitar os limites do cliente e tomar decisões em situação de pressão.

Descrição Sumária

Estudam, pesquisam e avaliam o desenvolvimento emocional e os processos mentais e sociais de indivíduos, grupos e instituições, com a finalidade de análise, tratamento, orientação e educação; diagnosticam e avaliam os distúrbios emocionais e mentais e de adaptação social elucidando conflitos e questões e acompanhamento o paciente durante o processo de tratamento ou cura; investigam os fatores inconscientes; desenvolvem pesquisas experimentais, teóricas e clínicas que coordenam equipes e atividades de áreas afins.

Condições Gerais de Exercício

(...) A ocupação psicanalista não é uma especialização, é uma formação que segue princípios, processos e procedimentos definidos pela instituições reconhecidas internacionalmente, podendo o psicanalista ter diferentes formações, como: psicólogos, psiquiatras, médicos, filósofos etc.

 


 

Fonte Consultada; http://www.portaldopsicanalista.com.br/home/49

 

 

 

 

 

Esclarecimento Importante

sobre:FORMAÇÃO DO PSICANALISTA

A Formação Psicanalítica baseia-se no tripé freudiano constituído principalmente por análise pessoal, participação de seminários, workshops e supervisões somente após isso o Psicanalista depois de formado estará habilitado e  atuar em nível de atendimentos.

Não é psicanalista quem não fez a sua “análise-pessoal”, não é psicanalista quem não lê continuadamente sobre a “Psicanálise” não é Psicanalista quem não estuda ou participa de algum grupo de estudo. Não é psicanalista quem anda ou vai atrás de alguma linha no qual se anule sua própria personalidade e caráter profissional.


1 - É necessário estar em análise pessoal em freqüência máxima de três vezes por semana, durante todo o tempo que durar a formação, ou seja, até que todos os trabalhos de conclusão do curso sejam entregues, esse período pode variar de instituição para outra entre 2 a 4 anos ou de 150 a 400 horas de análise pessoal.


2 - Os Seminários, Encontros ou Reuniões de estudo podem durar até dez semestres, sendo os dois primeiros anos dedicados ao estudo da Teoria Freudiana. Nos dois anos seguintes são estudadas outras teorias psicanalíticas. O quinto e último ano é dedicado à revisão de Conceitos Básicos e a Seminários sobre a psicoterapia psicanalítica para criança, adolescente, casal e família.


3 - A partir do inicio do 1º Semestre do seu curso o candidato a  formação (Psicanalítica) pode começar a  sua  “análise-pessoal. A análise é importante que se inicie desde do seu primeiro dia de aula. 

Durante todo o Curso de Formação os candidatos são incentivados a participarem das atividades da Associação ou da Sociedade a que pertençam  como uma forma de agregar conhecimento e intercâmbio com todos os membros.

Acreditamos que a transmissão da psicanálise, atividade de grande importância para a instituição, deve ir além do simples aprendizado teórico e clínico, constituindo uma formação permanente de todos os seus membros.

Essa transmissão deve ser enriquecida pela participação de todos na dinâmica institucional, para que a vivência grupal permita o exercício da palavra livre e responsável, fundamental para a nossa prática como cidadãos e psicanalistas.

No Brasil a Psicanálise está classificada na CBO Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego, sendo considerada uma ocupação profissional de exercício livre e aberto a qualquer pessoa que possua sua formação.

A Psicanálise não é profissão regulamentada porém seu exercício não é ilegal, por não ser regulamentada não está vinculada a nenhum Conselho de Classe, seu exercício é livre em todo país. Não existe curso de Formação de Psicanálise reconhecido pelo MEC no Brasil, algumas entidades usam a chancela de algumas Faculdades para emitir Certificado de Psicanálise a título de aproveitar a lacuna da Lei e a Jurisprudência da Formação e exercício da Psicanálise no Brasil.

A ABMP-DF possui cópia de documentos e pareceres sobre o exercício legal da Psicanálise no Brasil. Com esclarecimentos importantes que pode ser disponibilizado para qualquer membro associado.

A ABMP-DF possui parceria para estágio supervisionado para Psicanalista que seja membro “Associado/Correspondente” poderá fazer seu estágio na Promotoria de Justiça do Ministério Público da União.

A Psicanálise é de formação e domínio público, e para a mesma só habilita-se e estabelece-se o aprendiz de Psicanálise que tiver competência e estiver com seus conflitos psíquicos resolvidos ou em seu ponto de ebulição inconsciente em equilíbrio.

 Hoje no Brasil existem mais de 30.000 (Trinta Mil) Entidades; sociedades associativas de Psicanálise cada uma tentando defender uma fatia de mercado.

Evidente que temos algumas entidades que são sérias e são dignas de respeito.

Outras têm cunho duvidoso e servem apenas de manipulação dogmática e fechada a seus seguidores/associados, que estão presos a alguma linha de pensamento ou estão vivenciado a neurose de seus dirigentes.

A ABMP-DF é uma entidade Multidisciplinar e livre e por algumas vezes têm sido alvo de crítica de “professores” que se dizem “Psicanalista” e agem em sala de aula sem o mínimo de respeito, ética, conhecimento de causa e que são ignorantes na sabedoria da lei e sua jurisprudência para a formação e o exercício da psicanálise no Brasil.

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos a ignorantes e sábios.

Queremos reafirmar que a ABMP-DF tem orgulho dos seus 11 Anos de Fundação onde só temos Associados de todo Brasil que são pessoas esclarecidas, profissionais sábios e que agem para o bem com ética e profissionalismo em suas ocupações profissionais.

Alguns profissionais que não acreditam em si ou possuem “Insegurança” daquilo que são esses é que nos “Criticam” agem com críticas sem fundamentação legal ou apenas estão defendendo sua reserva de mercado, por achar que alguns de nossos Associados ou nossos “Profissionais” associados constituem uma “Ameaça”.

Aos que se sentem “Inseguros e Ameaçados” recomendo que voltem a refazer sua “análise pessoal” e estudem mais sobre ética e respeito ao próximo principalmente para depois se intitular Psicanalista.

Pois isso deve existir em qualquer profissão ou família prioritariamente onde  são os pais e os “Professores” a existência de vital importância para encaminhar os nossos formandos e profissionais do nosso país.

São basicamente os “Pais e os Professores” que encaminham as pessoas para o mundo de amanhã ou vejamos o que ele é hoje.

Reflita sobre isso!

 

Brasília-DF 22 de Março de 2010

Presidência da ABMP-DF

www.abmpdf.com

Referência Bibliográfica:

 

Diatkine, R. (1988), Destins du transfer,

Revue française de Psychnalyse, 52, 4/1988, pp.803-813

 

 

 

 

 

 AS MUDANÇAS LIGADAS AO TRABALHO ANALÍTICO

 


Trecho reproduzido do Livro: A Prática Analítica de Thierry Bokanowski

Imago Editora, 2002

 

            O trabalho analítico dá oportunidade ao indivíduo de alcançar um certo número de mudanças que lhe permitem atingir novas modalidades de funcionamento psíquico. Permitindo que ele tenha acesso à sua própria posição subjetiva, tais mudanças dirão essencialmente respeito à modificação de suas relações consigo próprio. Esse movimento de subjetivação, que o ajudará a tomar consciência e a ultrapassar determinados automatismos de repetição em ação desde a sua infância, modificará sensivelmente o destino de seus afetos e de suas representações, ligados aos desejos que dizem respeito simultaneamente aos seus objetos primários e aos de sua história infantil. Isso lhe permitirá flexibilizar suas relações com seu superego, seu ideal de ego, bem como com seu ego ideal, em termos das exigências destes.

 

Isso o levará a aceitar a diferença entre os sexos e gerações, isto é, a reconhecer os limites do sexo que possui, e a existência do sexo que ele não possui. Também será conduzido a aceitar a irreversibilidade do tempo que passa, a realidade da morte, a ferida narcísica ligada à existência do inconsciente, assim como a humilhação que o aspecto indomável do id provoca... Isso significa aceitar a castração em todas as suas formas, inclusive as que se expressam ou se traduzem pela separação, e, assim, adquirir maior liberdade em sua vida pulsional, e mesmo erótica, maior capacidade de amar, e maiores aberturas para a sublimação. Será preciso para tanto suportar seus movimentos depressivos que o ajudarão a fazer lutos passados e futuros.

 

            Assim, o que é esperado do trabalho analítico é que um dia ele chegue ao ponto em que a função analisante do analista possa ser introjetada pelo indivíduo em análise, e que o término da análise seja marcado por uma capacidade de poder ter certa distância com relação a sim próprio, em outras palavras, poder perceber suficientemente seus movimentos inconscientes. Como escreveu René Diatkine, “tomar distância, adquirir insight, liberar suficiente humor em relação a si próprio e ternura com respeito ao próximo para permitir uma existência mais agradável para si e para os outros”



Diatkine, R. (1988), Destins du transfer, Revue française de Psychnalyse, 52, 4/1988, pp.803-813

 

 

 


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